Como evitar o mau hálito

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Halitose afeta a vida profissional e pessoal dos pacientes; uma consulta com dentista pode determinar se a origem do problema está na boca ou é sistêmica

Cerca de 30% dos brasileiros, o equivalente a aproximadamente 65,5 milhões de pessoas, sofrem com o mau hálito, de acordo com a Associação Brasileira de Halitose. Alguns estudos indicam que o problema vai afetar 100% das pessoas em algum momento da vida, podendo ser somente uma fase ou uma doença de verdade, a temida halitose.

“Há uma série de fatores que podem causar o mau hálito, por isso existe a necessidade de consultar um dentista habilitado para analisar o assunto antes de procurar outros profissionais”, comenta o dentista Sergio Correia, que trata o mau hálito em Curitiba, em seu consultório localizado no Batel.

Contudo, identificar a causa do problema não é tão simples assim: existem mais de 60 razões diferentes para o mau hálito. Por esse motivo, em muitas situações, o tratamento inicia no consultório odontológico, mas é preciso uma análise multifatorial para identificar a origem e, de fato, ter sucesso no combate ao mau hálito.

O fator higiene

Estima-se que nove em cada dez casos de halitose tenham origem bucal – os 10% restantes se devem a problemas nas vias aéreas, a origem metabólica ou aos chamados fatores sistêmicos.

Dentre os casos mais comuns relacionados à boca, encontram-se a língua saburrosa e as doenças de gengiva não tratadas, além de cáries abertas e extensas; gengiva inflamada; próteses mal adaptadas; dentes semi-inclusos, entre outros. Um dos sinais buscados em consultório é a chamada saburra lingual (quando a língua fica branca). 

“A saburra é uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada, que se forma no fundo da língua. Uma das causas para sua formação está na redução de produção de saliva.  Esse sinal está presente na maior parte dos casos de halitose decorrentes de causas bucais”, explica o dentista. Além disso, a baixa quantidade e qualidade de saliva costuma interferir nesses casos.

No consultório, o profissional fará uma série de exames e uma investigação por infecções – uma das principais causas do meu hálito em Curitiba – ou problemas periodontais. Posteriormente, fará a realização da limpeza, o que costuma ser eficaz no combate ao mau hálito.

“Além de resolver o problema propriamente dito, os tratamentos aumentam a confiança e a segurança do paciente para lidar com os desafios de sua vida pessoal e profissional”, orienta Correia. 

Caso o dentista não encontre as causas bucais, ele fará o encaminhamento do paciente a outros profissionais que vão analisar as causas sistêmicas da doença.

Escovo os dentes e já tenho mau hálito: por quê?

Caso você tenha acabado de escovar os dentes e logo sinta o mau hálito na boca, não se assuste. Isso acontece com muitas pessoas e as causas igualmente podem ser diversas, consideradas fisiológicas.

Neste contexto, o mau hálito é algo que pode ser considerado natural, conforme o estilo de vida do paciente, ou de ocorrência sistêmica, de acordo com outras intercorrências. Confira algumas dessas situações:

Jejum prolongado e dietas severas, sem o consumo ideal de todos os nutrientes que o corpo precisa;

– Uso de determinados medicamentos, que podem causar o ressecamento da boca e uma redução na produção de saliva – que combate as bactérias que causam o mau odor;

Respiração pela boca, que também resulta no ressecamento ou outros problemas respiratórios, como sinusite, bronquite;

Infecções de garganta;

Problemas nos rins e fígado;

Tabagismo;

Uso excessivo de álcool.

Em 90% dos casos, o dentista será capaz de identificar a causa e realizar o tratamento para o mau hálito em Curitiba.

No entanto, se, após o procedimento, o problema persistir, o paciente pode ter causas sistêmicas para o mau hálito. Nesse caso, é possível que seja necessária a participação de outros profissionais de saúde, já que será preciso investigar outros órgãos, como o estômago. 

“Todos os fatores devem ser comunicados ao dentista para auxiliar no diagnóstico e na conduta a ser adotada”, complementa o profissional.

Cuidados para evitar o mau hálito

Erros no momento de fazer a higiene bucal são fatores determinantes para o surgimento do problema. É importante que os dentes sejam escovados após as refeições – ao menos 3 vezes ao dia –, com o uso do fio dental, do enxaguante bucal e sem esquecer de escovar também a língua.

Manter uma alimentação balanceada também contribui para manter a saúde bucal em dia. Evitar o consumo de condimentos como cebola ou alho frequentemente ou, ao menos, em dias que antecedem eventos sociais, pode contribuir.

A ingestão de água é fundamental contra a boca seca, neutralizando o mau odor e combatendo bactérias indesejadas. Além disso, manter o corpo hidratado é recomendado não apenas para combater o mau hálito, mas para o bem-estar da saúde como um todo.

E, por último, mas não menos importante, a visita periódica ao dentista, com a limpeza completa dos dentes ou a profunda, quando necessário, auxiliam na manutenção da saúde bucal e na prevenção do mau hálito.

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