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Doenças autoimunes e a saúde bucal

Algumas das doenças afetam diretamente a região bucal, precisando de atenção e cuidados específicos; saiba mais sobre as doenças autoimunes e a saúde bucal

Problemas causados pela reação do sistema imunológico ao próprio corpo, as chamadas doenças autoimunes acometem entre 5 a 8% da população. Existem mais de 100 tipos de enfermidades, algumas mais raras e outras mais comuns, mas nenhuma têm cura. Como são muitos tipos e que atacam tecidos e órgãos diferentes, os cuidados com a saúde bucal devem ser redobrados em pacientes com diagnóstico confirmado.

Entre as principais doenças autoimunes que podem influenciar diretamente na saúde bucal estão:

Doença de Crohn, uma enfermidade inflamatória que envolve o trato gastrointestinal. Inchaços na gengiva e nos lábios, úlceras na boca e dificuldades para comer estão entre os principais sintomas;

Psoríase, reconhecida pelas placas brancas descamativas, que podem aparecer na boca por meio de lesões nos lábios, língua e gengiva;

Lúpus eritematoso sistêmico, que provoca inflamações em várias partes do corpo, pode acometer a pele com úlceras na boca;

Síndrome de Sjögren, representada pela secura dos olhos e boca devido à inflamação dessas glândulas. Além da boca seca, ela pode aumentar a probabilidade de halitose, cáries, sensibilidades e dificuldades na deglutição e no uso de próteses, por exemplo;

Doença de Hashimoto ataca a tireoide, comprometendo a garganta, que pode apresentar inchaços e dificuldades na deglutição.  

Essas são apenas algumas das doenças autoimunes que, de alguma maneira, influenciam na saúde bucal. Existe, ainda, a fibrose cística, que influencia no muco, suor e sucos digestivos; a diabetes, que causa boca seca e pode provocar periodontites; ou a doença de Addison, que também influi na produção salivar, entre outras.

“São inúmeras as doenças autoimunes e estamos sempre atentos aos sintomas que podem surgir na boca. Por isso, a visita periódica ao dentista é importante, para que essa detecção seja feita o quanto antes. A prevenção é fundamental para evitar casos mais graves”, explica Sergio Correia, dentista em Curitiba com consultório no Batel.

Olhar ampliado

Mesmo doenças que não atingem diretamente os órgãos ou tecidos da região bucal devem receber atenção, pois o uso de medicamentos e outros tratamentos dessas enfermidades podem também comprometer os dentes e as gengivas, além de sintomas comuns entre elas, como boca seca e falta de saliva.

“É preciso ampliar a visão e procurar investigar qualquer anomalia. O diagnóstico precoce pode ajudar muito no tratamento”, diz. O profissional comenta que casos com diagnósticos clínicos são encaminhados para médicos especialistas, para que exames complementares sejam realizados e os tratamentos iniciados o quanto antes.

Tem alguma doença autoimune e gostaria de uma avaliação da sua saúde bucal? Agende uma consulta. No caso de qualquer sintoma irregular, procure ajuda médica.

Informações do Autor

Dr. Sergio Correia

Formado em Odontologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná em 1997. Professor do Curso de Resolução Cirúrgica de Dentes Inclusos ABO-PR. Especialista em Dentística Restauradora ABO-PR (Latu Sensu). Especialista em Periodontia ABO-PG (Latu Sensu). Credenciado Sistema Neoguide de Implantes. Pós Graduado em Implantes Ilapeo/PR. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE). Membro International Federation of Esthetics Dentistry (IFED).