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Displasia-cleidocraniana

Displasia Cleidocraniana: o que é?

Síndrome rara, atinge 1 a cada um milhão de pessoas; ator americano da série Stranger Things, da Netflix, foi um dos comprometidos

Uma alteração na produção óssea, na formação e no nascimento dos dentes, que afeta também a clavícula e os ombros. Essas são algumas das consequências de quem sofre de displasia cleidocraniana, síndrome que acomete 1 a cada um milhão no mundo. O ator norte-americano Gaten Matarazzo, de Stranger Things, série de sucesso distribuída pela Netflix.

A presença de poucos ou nenhum dente na boca é a principal característica dos portadores da doença. A maior parte tem dentes supranuméricos, que podem ser vistos apenas por meio de exames de imagem. Céu da boca profundo e má formação dos seios faciais também são características de quem carrega o problema.

“Portadores da displasia não fazem a troca de dentes, dos decíduos (de leite) para os permanentes, que permanecem inclusos”, explica Sergio Correia, dentista em Curitiba há mais de 20 anos.

Outros sintomas

Além dos problemas odontológicos, portadores da displasia apresentam clavículas subdesenvolvidas ou inexistentes, resultando em ombros mais estreitos e inclinados. Também têm estatura mais baixa, dedos e antebraço encurtados. Com a baixa densidade óssea, podem desenvolver mais facilmente osteoporose. Casos mais graves podem apresentar perda de audição e problemas no desenvolvimento motor.

Como ela é causada?

A displasia cleidocraniana é um problema genético, causado por um gene autossômico dominante. Embora a maior parte herde os genes dos pais, é possível desenvolver por mutação espontânea. O diagnóstico pode ser feito ainda durante a gestação ou de forma visual quando criança — para os fãs de Netflix, é possível perceber a diferença na fala de Justin, que é um pouco comprometida e levada com humor e leveza em Stranger Things.

Existe tratamento?

Não existe tratamento para a displasia cleidocraniana, mas os sintomas podem ser minimizados, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Uma das possibilidades é facilitar o nascimento dos dentes permanentes com a extração dos decíduos e supranuméricos. Esse processo deve ser realizado aos poucos, principalmente de acordo com o número de dentes a serem extraídos. Quanto antes realizado o procedimento, melhor será para o paciente, que, via de regra, passará por um tratamento ortodôntico.

“O procedimento, quando realizado durante o crescimento ósseo, minimiza as chances de prognatismo mandibular, por exemplo, que é quando o queixo fica projetado para frente. Embora sejam casos raros, sempre estamos estudando para aprofundar o conhecimento”, explica Correia.

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Informações do Autor

Dr. Sergio Correia

Formado em Odontologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná em 1997. Professor do Curso de Resolução Cirúrgica de Dentes Inclusos ABO-PR. Especialista em Dentística Restauradora ABO-PR (Latu Sensu). Especialista em Periodontia ABO-PG (Latu Sensu). Credenciado Sistema Neoguide de Implantes. Pós Graduado em Implantes Ilapeo/PR. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE). Membro International Federation of Esthetics Dentistry (IFED).