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Importância do check-up odontológico preventivo na detecção de doenças

Realizar o check-up odontológico com frequência, além de prevenir doenças, pode ajudar a identificar outros problemas relacionados

No dia 25 de outubro é celebrado o Dia da Saúde Bucal, juntamente com o Dia Nacional do Dentista. A data celebra os avanços da Odontologia, tanto na tecnologia, nas pesquisas e na modernidade, mas também serve como um alerta para os diversos problemas que a má higienização pode causar, como as cáries, tártaro, mau hálito ou consequências mais graves, como o câncer de boca e o HPV, tornando o check-up odontológico periódico essencial para todos.

Durante o check-up odontológico, o profissional analisa as condições da boca, dos dentes, da gengiva, da língua e tudo o que envolve a saúde bucal. Você sabia que a osteoporose, a anemia, o diabetes, alguns tipos de câncer e até a Aids, entre outras doenças, podem ser detectadas inicialmente pelo profissional em uma consulta de rotina?

“Nesses casos, a boca pode apresentar determinados sinais antes mesmo do aparecimento dos sintomas mais característicos das doenças”, explica Sergio Correia, dentista em Curitiba há mais de 20 anos. Pesquisas já indicam a relação entre doenças periodontais e problemas cardiovasculares. As bactérias presentes na corrente sanguínea costumam afetar a boca, especialmente com inflamações. 

“Conhecemos algumas anomalias que podem resultar em doenças graves. Nosso diagnóstico precoce auxilia o paciente, que pode recorrer ao especialista em um estágio inicial do problema, tendo mais chances de tratamento e de cura”, salienta Correia.

Veja algumas das possíveis detecções prévias:

Câncer de boca

O câncer labial ou de boca atinge cerca de 15 mil pessoas ao ano, sendo mais recorrente em homens. O tumor afeta os lábios, as gengivas, a bochecha, o céu da boca, as bordas e embaixo da língua.

“Manter a saúde bucal é uma das formas de prevenção. Infelizmente, a maior parte dos diagnósticos é feita em estágios avançados, dificultando o tratamento”, afirma Correia, especialista em Reabilitação Oral. Dados do Instituto Nacional de Câncer estimam em mais de 6 mil óbitos ao ano recorrentes do câncer de boca.  

HPV

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus transmitido sexualmente, que infecta as mucosas, entre elas a oral, provocando lesões, rouquidão, manchas, verrugas e placas na mucosa. O diagnóstico é feito a partir das lesões, nódulos rosados ou esbranquiçados, seguido de exames e de biópsia para comprovação.

“A maior parte das pessoas acha que só deve visitar o dentista quando está com dor de dente. Esse hábito tem que mudar. A visita ao dentista deve ser preventiva em todos os sentidos, não remediadora, o que a torna mais objetiva para todos os envolvidos”, diz o dentista.

Sinais para outros problemas

Anemia – A gengiva tem uma aparência mais esbranquiçada.

Aids – Como a enfermidade afeta o sistema imunológico como um todo, a boca costuma sofrer inflamações e ferimentos na mucosa.

Câncer – A doença costuma aumentar a sensibilidade, com pequenos cortes. A leucemia e o linfoma podem fazer com que a gengiva aumente de tamanho e causar lesões, como as verrugas. Além disso, as gengivites também podem ser indicativos da doença.

Diabetes – Pessoas com diabetes contam com um hálito característico, que pode ser percebido pelo profissional. Em geral, a doença também leva o paciente ao quadro de gengivite crônica.

Osteoporose – Geralmente, está relacionada à diminuição da massa e da densidade óssea do paciente e pode interferir em procedimentos, como os implantes dentários.

Esses são alguns exemplos de enfermidades que podem ser percebidas pelo dentista. Em boa parte dos casos, há a necessidade de indicar o paciente a especialistas de outras áreas para a realização de exames mais detalhados, que podem confirmar a percepção inicial do dentista.

A melhor forma de evitar qualquer doença é por meio da prevenção. Cuidados básicos de higienização devem ser feitos diariamente e com atenção às partes de difícil acesso com a escova de dentes e com foco especial na língua. Um diagnóstico precoce também evita a manifestação da doença. “É importante observar feridas na boca que demoram a cicatrizar ou manchas que antes não existiam. A visita regular ao dentista também auxilia na prevenção”, afirma Correia.

Informações do Autor

Dr. Sergio Correia

Formado em Odontologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná em 1997. Professor do Curso de Resolução Cirúrgica de Dentes Inclusos ABO-PR. Especialista em Dentística Restauradora ABO-PR (Latu Sensu). Especialista em Periodontia ABO-PG (Latu Sensu). Credenciado Sistema Neoguide de Implantes. Pós Graduado em Implantes Ilapeo/PR. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE). Membro International Federation of Esthetics Dentistry (IFED).